Livro de Atas / Anais do II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana

Conf02Está publicado o Livro de Atas / Anais do II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana. Com 4407 páginas, a obra está disponível exclusivamente em formato eletrónico e tem acesso gratuito.

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Ficha
Título: Comunicação ibero-americana: os desafios da Internacionalização – Livro de Atas do II Congresso Mundial de Comunicação ibero-americana
Edição: Moisés de Lemos Martins e Madalena Oliveira
Editora: CECS-Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (Universidade do Minho)
ISBN: 978-989-8600-29-5
Publicação: novembro de 2014

II Congresso da Confibercom foi bom ou excelente para 95% dos participantes

A equipa de voluntários que apoiou a realização do II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana foi excelente para quase 78% dos participantes que responderam ao inquérito de avaliação do evento distribuído pela comissão organizadora. O apoio prestado pelos estudantes foi o item mais bem classificado pelos investigadores que participaram no evento. O site do congresso foi também considerado Bom ou Excelente por quase 93% dos respondentes, assim como a comunicação via email e o funcionamento do secretariado, itens que recolheram sensivelmente a mesma resposta. Para 63% dos participantes, o sistema de acesso gratuito aos transportes da cidade foi também um aspeto positivo da organização. Na leitura dos resultados deste inquérito, a comissão organizadora regista um sentido geral de satisfação tanto com o programa científico como com o programa social. Os detalhes das estatísticas poderão ser consultados no documento-síntese aqui disponibilizado.

II Fórum – encerramento

O II Fórum Integrado Ibero-Americano de Comunicação terminou com o presidente da Confibercom a assegurar que estão lançadas pistas para um trabalho de muitos anos; “parte substantiva do nosso sucesso vai depender das atividades desenvolvidas pelas nossas comissões”, adiantou Moisés de Lemos Martins.
Na sessão de encerramento, o presidente da comissão organizadora local, Luís Humberto Marques, leu uma declaração conjunta de princípios.

II Fórum – Desafios da Comunicação Digital

Último painel do II Fórum da Confibercom – ‘Desafios da Comunicação Digital – testemunhos’.

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Excertos:

Simone Duarte (Público):
“Nos média não podemos mais falar de produto; falamos antes de experiência, de relação, de interatividade, de opção de escolha.
O que interessa: cachas, humor, nostalgia, identidade, capturar o momento, humanidade.
Só vai sobreviver quemtiver uma marca forte”.

Miguel Conde Coutinho (JN):
“De 2008 até agora fomos apurando a nossa capacidade de produção própria, fomos implementando uma renovação tecnológica e apostamos, sobretudo, numa mudança do ponto de vista editorial – exprimentámos nas narrativas, experimentámos nos formatos. Isso deu-nos mais leitores, deu-nos mais relevância externa (reconhecimento com prémios) e deu-nos maior respeito entre pares.
Posso dizer, em primeira mão, que nos próximos dias vamos lançar um canal autónomo de video, com mais e mais regular produção. Vamos apostar muito nas transmissões e direto”.

Vicente Jiménez (El País):
“A crise é muito fácil de explicar; a revolução digital arrasa um modelo de negócio, faz baixar os rendimentos e diminiu as audiências. É, porém, difícil de resolver. Há quem fale de muros (paywalls); para mim isso é conversa proibída. E há quem fale ainda de velocidade, mas isso significa que nos pedem que façamos maratonas à velocidade a que se correm os 100 metros planos.
Vivemos num mundo desintermediado e o jornalismo não escapa a essa realidade.
Pergunta a fazer (a adequada): como vamos desempenhar o nosso papel neste novo universo? (nunca houve tanta informação, nunca foi tão barato produzi-la…).
O que queremos ser? Temos que ser a referência para a informação em língua espanhola; apesar da crise temos hoje mais correspondente do que nunca (10 jornalistas no México, por exemplo).

II Fórum – Difusão Científica

Painel 3 do II Fórum da Confibercom – ‘Panorama da difusão científica em Ciências da Comunicação e desafios da era digital’.
Excertos:

Carlos Arcila:
“Estão as nossas revistas preparadas para enfrentar a onda de big data que aí vem? Temos repositórios especializados?
É importante que as revistas apostem em novos canais de difusão e de divulgação dos trabalhos científicos, não apenas junto de públicos especializados mas também junto de um conjunto mais alargado de potenciais usuários.
Ações concretas: consolidar a rede iniciada em São Paulo; capacitar as revistas emergentes e criar um repositório digital para preservar e gerir não apenas artigos mas também dados em bruto, livros ou conteúdos multimédia.”

Paulo Serra:
“As revistas ibero-americanas que aparecem indexadas na Easy são aquelas que disponibilizam abstracts em inglês; acho que seria importante considerar isto de uma forma pragmática.
Sou favorável a uma disponibilização completa de todas as revistas em formato digital de forma gratuita; sou favorável à disponibilização de mais revistas em versões trilingues (português, castelhano e inglês)”.

Conf06António Castillo:
“(Segundo dados da Scopus) De 1996 para 2011 percebe-se que produzimos muito mais mas citamo-nos muito menos; a explicação pode estar simplesmente no facto de não nos conhecermos.
Propostas: observatório permanente de revista latino-americanas e serviços de assessoria sobre bibliometria para editores de revistas (sobre acesso a bases de dados, sobre presença na e-ciência e sobre processos editoriais)”.

Nelson Zagalo:
“A proeminência do inglês praticamente canibalizou a produção de conhecimento inter-línguas – isto criou alguns problemas como o hermetismo de ideias entre elites, como a homogeneização do discurso, como a estagnação da diversidade linguística e, sobretudo, como a operssão da diferença.
O sistema métrico que foi criado para organizar revistas foi co-optado para classificar a produção de ciência; isso é uma distorção grosseira que tem efeitos nocivos em cascata e que vão da esoclha dos temas a investigar ao financiamento”.